Vencedores do Prêmio Israel pedem criação de Estado palestino

AFP

Pedido será assinado na quinta-feira na frente do prédio em que foi proclamado o Estado de Israel em 1948

Jerusalém – Dezessete vencedores do Prêmio Israel, a maior honraria israelense no campo das artes, ciências e letras, defenderam a criação de um Estado palestino com as fronteiras de antes da guerra de junho de 1967, em um texto recebido pela AFP.

O pedido, que cita frases da declaração de independência de Israel, será assinado simbolicamente na quinta-feira em Tel Aviv diante do edifício no qual foi proclamado o Estado de Israel em 14 de maio de 1948.

Os palestinos exigem o reconhecimento de seu Estado com as fronteiras de 4 de junho de 1967, ou seja, antes da guerra dos Seis Dias.

O Estado incluiria assim Jerusalém Oriental, Cisjordânia e a Faixa de Gaza.

“Nós estamos aqui para saudar o esperado anúncio de um Estado palestino independente ao lado de Israel, de acordo com as fronteiras de nossa independência, fixadas durante o armistício de 1949”, afirmam os signatários.

O armistício acabou com a primeira guerra israelense-árabe que resultou na criação do Estado de Israel. As fronteiras de 1949 com os territórios palestinos não mudaram até a vitória do Estado hebreu na guerra de junho de 1967.

Os signatários, artistas e intelectuais, ressaltam que a Carta de Independência de Israel de 1948 se inspira na “resolução de divisão da ONU de 29 de novembro de 1947, que pedia a criação de um Estado nação judeu democrático e de um Estado nação árabe democrático”.

“O fim total da ocupação é uma condição essencial para a libertação dos povos”, conclui o pedido.

O texto é assinado, entre outros, pelos professores Yehuda Bauer, David Tartakover, Zeev Sterhell, pelo ex-presidente da Academia de Ciências Menachem Yaari, pela fundadora do partido Meretz (esquerda laica) Shulamit Aloni e pelo artista plástico Danny Karavan, todos vencedores do Prêmio Israel.

Além dos premiados, também tem as assinaturas de outros artistas e intelectuais, entre eles o dramaturgo Yehoshua Sobol.

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