VERME

Escarro em ti
lepra desumana
que a todos
esgana

vomito em ti
peste sem cura
que a todos
acusa

jorro em tua face
minha urina
com todas as impurezas
que meus rins eliminam

defeco meus excrementos
em tua arrogância, inveja,
ruindade
e falta de personalidade

xô! Ser feito
de maldade
acaba-te
e faz um bem para a humanidade.

Sou artista visual, fiz várias exposições individuais e coletivas, já participei de salões, palestras, seminários, whorshop, projetos culturais, oficinas de arte, intervenções urbana e etc... Escrevi um livro de poemas "Agonia" que é mais pessoal que poético e gosto do portugues escrito de forma simples onde pessoas com menos formação acadêmica tenham condição de ler e entender. [ Ver todos os artigos ]

Comentários

Há 15 comentários para esta postagem
  1. Anchieta Rolim 2 de setembro de 2011 20:17

    Olavo meu irmão, acabei de chegar, a viagem foi proveitosa. Obrigado por seu comentário. Um abração!!!

  2. olavosaldanha 2 de setembro de 2011 9:39

    O autor dos versos abaixo foi eleito a personalidade do século XX num estado em que tinha que disputar com nomes do quilate de Ariano Suassuna, José Lins do Rêgo, José Américo de Almeida, Assis Chateaubriand, Pedro Américo, Sivuca, enfim… Trata-se de Augusto do Anjos, que, pelos seus versos, seria prontamente execrado por alguns aqui, bastava-lhe ocultar o nome. Ou seja, quem ousa cuspir nos versos sujos de Augusto dos Anjos? Esta é a cara da hipocrisia literária.

    Restos repugnantíssimos de bílis,
    Vômitos impregnados de ptialina.

    Com a boca junto de uma escarradeira,
    Pintando o chio de coágulos sanguíneos!
    Os defuntos então me ofereciam

    Num prato de hospital, cheio de vermes,
    Todos os animais que apodreciam!

  3. Anchieta Rolim 31 de agosto de 2011 13:11

    Valeu Jefte, continuarei escrevendo sim, é claro, e o que acho que devo e da única maneira que sei, se é bom ou ruim não cabe a mim responder e sim ao leitor, acho até legal as opiniões serem diferentes; afinal estamos em uma democracia rastejante, mas uma democracia, que é o mais importante. Quanto às opiniões dos intelectuais tô me lixando pra elas, pois de intelectual eu entendo e sei quem são os verdadeiros intelectuais e os que se acham. Um abraço!

  4. Jefte Lemos 31 de agosto de 2011 7:47

    Ancheita continue, já escrevi aqui tambe’acho que fui cebsurado náo é por ser conterrâneo seu que te protejo , esses intelectuais ainda nâo perceberam que o poeta escreve o que o povo pensa , e não o que alguns apenas pensam , se viesse do Monbaça seria aplaudido, ao Tacito realmente tem que filtrar, porém dar voz através do poeta daquilo que o povo ou somente alguém possa pensar , o poeta escreve o que vem na alma , são expressões quealguns não sabem colocar no papel, Anchieta me manda teu endereço de email, tenho outras além das que estão aqui para dividir contigo. Abraço cavaleiro das deformaçoes. Ainda náo viram o que voçe faz com as mãos.

  5. Anchieta Rolim 29 de agosto de 2011 8:36

    Paiva meu irmão, esse seu comentário vai fazer parte do meu acervo.
    Maaaaaaaaaassa!!!

  6. Anchieta Rolim 29 de agosto de 2011 8:18

    João Maria, tô aguardando seu contato.
    Um forte abraço!

  7. Anchieta Rolim 29 de agosto de 2011 8:16

    Marcos Silva, você tem bom senso, valeu!

  8. Anchieta Rolim 29 de agosto de 2011 8:09

    Aguinaldo Maciel, não é contra mais sim a favor de 980 nativos que estavam prestes a perder seus pedaços de chão para um grupinho de pessoas que por terem certos privilégios se acharam no direito de invadir suas propriedades, eu interferi e evitei o dano, o que está escrito em “Verme” foi tirado dos comentários que ouvi desses mesmos nativos. O ódio está em pessoas gananciosas, arrogantes…

  9. José de Paiva Rebouças 29 de agosto de 2011 8:09

    Anchieta deve estar-se rindo com a repercussão de sua poesia. Se não houvesse incômodo não seria Rolim, o deformador das formas. Qual a função da poesia? Nenhuma, talvez, ou todas, quem sabe. Mas se a poesia é bonita é bonita e só, mas se ela é disforme e inconveniente ela assim o é, pois as inconveniências nos põem a refletir e questionar. A própria figura de Rolim é questionável: expressionista e político. O homem que esculpe as formas para desconstruí-las: o faz nas esculturas, em suas telas e também na poesia que ele assim o trata como monólogo interior. Uma catarse ou um surto. Um grito ou um vômito. Excremento-arte, arte-vida. Arte-Rolim.

  10. Anchieta Rolim 29 de agosto de 2011 7:49

    J. L de Souza obrigado pelo comentário, fico feliz em saber que tem gente talentosa o suficiente pra escrever sobre escrementos.. Um abraço!

  11. João Maria Freire 28 de agosto de 2011 22:55

    Caro Tácito, preciso do contato deste maluco beleza Anchieta Rolim, de Areia Branca e do mundo. Quero saber das novidades do homem. Agradeço.

    • Tácito Costa 28 de agosto de 2011 23:01

      Beleza amigo, vou te enviar imediatamente o e-mail dele pra você. abração.

  12. Marcos Silva 28 de agosto de 2011 20:24

    Aguinaldo e J. L.:

    Seria melhor se vocês explicitassem as críticas a esse texto. No presente momento, dá apenas para perceber que o rejeitam. Por quais motivos? Em meu entendimento, falta explicação do rejeitar.
    Prefiro que poemas bons e maus sejam publicados e comentados. Aprendemos com a crítica ao que não presta e também com a crítica ao que é ótimo.

  13. Aguinaldo Maciel 28 de agosto de 2011 16:06

    Meu Deus da poesia. Isso é panfleto de ódio reprimido. Contra quem? Ô Tácito, não censure, mas selecione!

  14. J. L de Souza 28 de agosto de 2011 15:36

    Uma pergunta básica. Isso é poesia? argth…Sobre excrementos só deve escrever quem tem talento!

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