Vernissage de Carlos Sérgio Borges


O texto a seguir é do carioca dramaturgo Paulo Jorge Dumaresk, editado por este blogueiro. Paulo fala da vernissage de Carlos Sérgio Borges, exposta hoje no Bardallos.

Por Paulo Jorge Dumaresk

Traços, formas, volumes, texturas e cores fazem parte da labuta de todo artista plástico. Quando se trata do pisciano Carlos Sérgio Borges, 47, essa cornucópia de substantivos ganha contornos plurais. Comemorando 21 anos da primeira exposição individual, o artista abre hoje, às 19h30, no Bardallo’s Comida & Arte (rua Gonçalves Ledo, 678. Centro), sua 12a individual intitulada Coletânea de Inéditos (desenhos e pinturas).

São 28 trabalhos realizados no período de 2000 a 2009, do nanquim à pintura acrílica. A mostra fica aberta ao público até o dia 20 de agosto. “São trabalhos de fases diversas da minha carreira que nunca foram expostos. Então, o produtor Lula Belmont me convidou para expor os quadros”, explica.

Na antiga Etfrn conheceu o artista plástico e professor Thomé Filgueira, passando a frequentar o atelier coletivo da escola, juntamente com outros aspirantes a artista plástico. “Com seu jeito calmo e sua paciência, Thomé me apresentou o impressionismo e outras escolas pictóricas. Ele também ensinou a usar as cores e a pintar com tinta a óleo. Além disso, me orientou no aperfeiçoamento dos desenhos. Foi na Etfrn que eu comecei a expor meus primeiros trabalhos”, recorda.

Em 1983, Carlos conquista o primeiro lugar no I Salão de Gravura do RN. Na oficina, conhece os artistas plásticos Jomar Jackson, Marcelus Bob e Fernando Gurgel. O mundo gira e ele trava contato com a técnica do bico-de-pena, por culpa do artista Eugênio Medeiros, que o influencia a experimentar outros desenhos e formas e volumes.

Concluído o Ensino Profissionalizante na Etfrn, Carlos Sérgio presta vestibular para o curso de Educação Artística da UFRN e é aprovado.

A convivência com artistas de todos os matizes, especialmente músicos, abre-lhe outras portas e possibilidades estético-artísticas. Influenciado pelos shows do programa Rock Concert, exibido pela Rede Globo, na década de 1970, põe em prática o seu pendor para a cenografia.

Pelos cálculos do artista, já são mais de 200 espetáculos de dança e teatro com a assinatura dele. Para se manter informado sobre sua arte, viaja, em média, três vezes por ano a São Paulo, onde assiste aos principais espetáculos de dança.

Carlos Sérgio ainda imprimiu sua marca em três edições do Auto do Natal (2005 a 2007), maior espetáculo a céu aberto da capital, assinando cenários e figurinos. Os figurinos do espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró, dirigido por Antônio Abujamra, também receberam suas digitais.

Questionado sobre quais são as cores do seu som, o artista confessa que já teve momentos preto, roxo e cinza, mas no momento elege todos os pigmentos. “O meu trabalho é de observação do mundo. Os temas surgem da emoção do momento”, grifa.

A arte como acerto de contas não faz parte do cotidiano de Carlos. Ele vê a Grande Arte mais como um estado de emoção e de realização. Ao cabo, poetisa, revelando que a sua vida é azul e verde como o mar de Natal. Verde quando há nuvens. Azul quando tem sombras.

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

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