VIA ÁUREA

Fernando Monteiro

O ouro aquém
da Busca sem trapaça,
a Luz além
das luzes falsas,
o Circo acima
da cidade de fumaça
e uma estrada
para um Vagabundo, uma cega
e um vira-lata
– oh, pó de estrelas –
estão numa caixa de sapatos
como o Amor e sua breve eternidade
se guardam num músculo exausto.

Comentários

Há 10 comentários para esta postagem
  1. Tácito Costa 24 de dezembro de 2010 18:06

    PEDRO VICENTE, VIA E-MAIL:

    Meu amigo Fernando,

    Um belo poema Chapliniano. Carlitos continua nos encantando, e ninguém melhor para homenagear esse vagabundo que está dentro de todos nós que um poema de Fernando Monteiro.

    Um abraço, Pedro Vicente.

  2. Tácito Costa 24 de dezembro de 2010 18:01

    DE CHARLES PHELAN, POR E-MAIL:
    Amigo Fernando,

    REcebi suas belas e talentosamente escritas linhas. São suas e ninguém nega. Sua digital. Parabéns.

    FELIZ NATAL e ANO NOVO. Saudações aos que cuidam bem deste poeta. Que seus planos para o ano que segue sejam integralmente realizados. Percecbi que este ano foi deveras bom para vocÊ. Excellent! Keep the good work.

    Abraços respeitosos,

    Charles M. Phelan

  3. Fernando Monteiro 24 de dezembro de 2010 15:00

    Obrigado a todos os amigos que receberam com tanta sensibilidade afetiva um poema despretensioso, escrito especialmente para o Natal deste SUBSTANTIVO.
    Desejo-lhes a grande Noite Tranquila — hoje e em todos os demais dias de um Feliz 2011…

  4. Lívio Oliveira 24 de dezembro de 2010 7:56

    Caro Monteiro,

    O bom Carlitos é mesmo um papai-noel que carrega sonhos.

    Feliz Natal!!!!

  5. Edjane Linhares 24 de dezembro de 2010 7:43

    Fernando, este poema foi o meu melhor presente de natal.

    Agradeço e te desejo um 2011 bem legal!

  6. Tácito Costa 23 de dezembro de 2010 21:35

    RECEBIDO VIA E-MAIL:

    “Via Áurea”, que belo poema meu amigo!

    Me trouxe inspiração para este fim de ano melancólico. Obrigado!

    PS – Espero a segunda remessa de meu livro Arviore. Assim q chegar quero te dedicar um”.

    Gde abraço. AS

  7. alberto lins caldas 23 de dezembro de 2010 15:44

    fernando tem construído uma obra essencial, q aponta direções insuspeitas pra literatura. esse poema e de uma dimensão dionisíaca exemplar. e delicioso.

  8. Jarbas Martins 23 de dezembro de 2010 15:28

    Um dos melhores poemas que li ultimamente.
    Essa falsa leveza, breve e perene, tangencia também sua prosa.
    Abraços, meu Poeta.

  9. Donato Assis 23 de dezembro de 2010 15:20

    Poema DE Fernando Monteiro — com a marca do Poeta…

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