Vida & Movimento

barco

Viver
E apenas
Comer o dia
Com o sabor
Que ele trouxer.
A vida é uma
Mesa farta
De fugazes
Momentos,
De invencíveis
Tentativas de ser
Feliz.
A felicidade é como
Um barco que se vê
De longe,
Mirando o horizonte…
Com eterno anseio
De alcançar a onda
Mais branda…
Assim, como o barco
Que parte e volta
Ao fim de cada dia,
Cada novo dia
Traz diferentes ondas,
Marés e marolas,
Movimento das águas…
O sabor das algas;
Na boca, o gosto do sal;
Nas mãos, as marcas da lida,
No deitar e puxar a rede,
Na esperança do pão;
No olhar, a vaga perdição
No verde.
Altas ondas…
Em cada azul, um novo tom;
Em cada fim de tarde,
A esperança marrom.
A vida é festa, é movimento;
Finita dança…

(Ednar Andrade).

Comentários

Há 4 comentários para esta postagem
  1. Ednar Andrade 30 de março de 2011 16:50

    É minha também Anne,

    Temos este lado azul, então. Respiro a maresia de Pirangi e isto me faz muito bem e muito me inspira.

    Obrigada por ser minha leitora e gostar destes meus tão simples versos, mares e barcos, onde navego e sou feliz. Agradeço a dica do filme, verei com especial carinho. Mas, pela tua descrição, deve ser tudo que gostamos… Rs…

    Segue aqui o meu e-mail: randeandrade@hotmail.com

    Abraço, querida.

    Aguardo-te.

    Para ti, também, beijos, amiga poeta.

  2. Anne Guimarães 30 de março de 2011 10:08

    Ednar, querida…
    Também adoro seus poemas…eles me trazem uma verdade cotidiana que passa pelo lúdico sem perder o fio da realidade tão precisa.
    Seus versos são alegria e mansidão… Gosto da calmaria, nesses dias tão corridos e sofridos que temos vivido.
    E falando em mar, barcos, azul… você já assistiu o filme Ondine? Tem uma fotografia espetacular, poesias em imagens e sons… quando assisti fiquei encantada e quis escrever na hora como se pudesse capturar no olhar a beleza ali sentida.
    No mais, estou sempre aqui, acompanhando você, sua alma, sua forma de ver o mundo e de dizer o quanto essa vida vale tanto.
    Um beijo em seu espírito lindo.

    PS: O mar é a minha paixão. Gostaria de ter seu e-mail para poder compartilhar algumas fotos da poesia azul que tanto admiramos.
    🙂

  3. Ednar Andrade 30 de março de 2011 9:53

    Bom dia, querido amigo.

    “Arte serve para tirar a poeira da vida”.

    O que seria viver sem a arte de viver? Se viver é arte, tento aprendê-la todos os dias.

    Obrigada, querido pelo carinho com que me comentas.

    “Navegar é preciso, viver não é preciso” (Ptolomeu).

    E tu, podes segurar a minha mão e navegaremos com tranqüilidade.

    Beijos, amigo.

  4. João da Mata 29 de março de 2011 22:43

    Ednar , Saudades

    Gosto de olhar prateleiras de livros. Adoro entrar em livraria.
    Hoje li numa lombada de livro: “arte serve para tirar a poeira da vida”.
    Sua poesia tb faz tirar os siscos de nossos olhos. Gosto de navegar com voce. Melhor do que tomar aquela xaropada que medicaram . bjs

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