Visão Mundial: Ataque “brutal e sem sentido”

“A Visão Mundial está hoje de luto pela morte brutal e sem sentido de seis membros do nosso pessoal no distrito paquistanês Mansehra depois de ataque provocado por homens armados”, declara o Diretor de Comunicação Executiva da Visão Mundial, Dean Owen.

A organização humanitária internacional confirmou que homens armados entraram hoje por volta das 9h (1h horário de Brasília) em seu prédio, jogaram granadas, abriram fogo contra os funcionários dentro do escritório e deixaram o prédio depois de explodirem uma bomba caseira. O prédio está localizado 65 km ao norte da cidade de Mansehra.

Além dos que foram mortos, oito funcionários foram hospitalizados com ferimentos. Quatro deles já foram liberados do hospital, enquanto os outros quatro permanecem hospitalizados numa situação crítica, mas estável.

Nenhuma carta de ameaça foi enviada antes do ataque. Para o Diretor de Operações da América Latina e Caribe da organização, Eduardo Nunes, o ataque teve o intuito de “disseminar o terror, a violência, a insegurança e criar mais instabilidade política em um país já conturbado. No Paquistão, toda organização estrangeira, ou grupos ligados ao ocidente, é alvo de terrorismo. Há um conflito interno grande no país. Apesar de ter um governo pró Estados Unidos, ele abriga ao mesmo tempo muitos grupos radicais muçulmanos”.

No entanto, apesar de terem ligação com a organização no ocidente, ele lembra que o escritório atingido é todo conduzido por paquistaneses e que o ataque atingiu apenas cidadãos paquistaneses. Por isso, a Visão Mundial vê o ataque não apenas como um ataque aos seus colaboradores, mas também ao próprio povo paquistanês.

Todas as atividades da organização no país estão suspensas indefinidamente.

“Lembramos que aqueles que matam trabalhadores humanitários não estão matando apenas residentes de seu próprio país, mas também pessoas que buscam melhorar a vida das vítimas da pobreza e desastres”, afirmou Owen.

A organização já havia sofrido outros atentados, assim como diversas ONGs, porém esta foi a primeira vez no Paquistão. “Nós fazemos um trabalho que busca pacificar o país e isso não interessa a esses grupos”, diz Nunes.

VISÃO MUNDIAL NO PAQUISTÃO

Desde 1992, a Visão Mundial tem focado principalmente no seu trabalho de socorro no Paquistão. O trabalho se ampliou em 2001, quando a agência começou a colaborar com outros grupos de ajuda na Província Fronteiriça do Noroeste (PFN) e a província de Punjab, através de assistência humanitária de emergência e apoiando iniciativas de desenvolvimento comunitário. Depois do devastador terremoto de outubro de 2005, a Visão Mundial expandiu suas operações no Paquistão.

· A Visão Mundial no país tem 163 colaboradores

· No escritório de Oghi, nós tínhamos 37 colaboradores

· 4 dos colegas que morreram eram homens e 2 mulheres

· 2 dos homens que morreram eram casados e tinham filhos

· Na área de Oghi (exceto o distrito de Mansehra, que é parte da Província Fronteiriça do Noroeste), nós servimos a 5.056 famílias e 29.925 indivíduos.

VISÂO MUNDIAL NO BRASIL

A Visão Mundial atua no Brasil desde 1975. Em seus projetos e programas, prioriza as crianças que vivem em comunidades empobrecidas e em situação de vulnerabilidade. No ano de 2009, atendeu diretamente 76.934 crianças, que estavam inscritas em seus projetos.

O trabalho da Visão Mundial se sustenta em três pilares, com quais contribui para a superação da pobreza e a transformação social: Desenvolvimento Transformador, Promoção da Justiça para as Crianças e Emergência e Reabilitação.

Reunindo beneficiários diretos e indiretos dos projetos em todas essas áreas, a Visão Mundial Brasil contribuiu para a melhoria na vida de 3.320.745 brasileiros, entre crianças, adolescentes, jovens e adultos no ano de 2009.

CONTATOS

Eduardo Nunes (Sugestão para entrevista): 11 8457 7730

Gidália Santana (Assessora de Comunicação): 81 9722 2627

www.visaomundial.org.br

www.worldvision.org

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