Viva Luís Damasceno!

Amigas e amigos:

Estou me dirigindo a pessoas que conhecem o significado humano, intelectual e político de Luís Damasceno em Natal e no mundo.
Conheci Luís quando eu passava da adolescência para a idade adulta. Frequentávamos o Cine-Clube Tirol e eu ia à Livraria Universitária, onde ele trabalhava (e que ele dinamizava com sua presença cultural e até física). Eu começava a ler materiais mais adultos de literatura, descobria um pouco de ensaísmo sobre literatura e cinema, espiava com medo os textos sobre  filosofia e política. Luís foi uma espécie de alfabetizador para mim em termos de localizar livros nas estantes da livraria, identificar materiais que poderiam me interessar (e que, em minha pobreza de então, eu poderia planejar para adquirir). E me emprestou muitos livros, que devolvi.

Vim embora para São Paulo, sempre mantive amizade com ele, que, depois da Livraria Universitária, tentou se estabelecer por conta própria (seu talento não era propriamente comercial…) e findou na Cooperativa Cultural da UFRN, onde atuou, de forma criativa e dinâmica, durante décadas.

Hoje, Luís está afastado do emprego e sempre merece meu carinho, bem como o carinho de todos os amigos, que com ele aprenderam muitas e muitas coisas.

Estou convidando vocês para participarmos de uma merecida homenagem a nosso  querido amigo. Por sugestão de Ivonilde Duarte, companheira de Luís durante toda a vida, pensamos em organizar uma coletânea de textos dedicados a nosso amado amigo, materiais que falem dele e do mundo (se falarem “só” do mundo, ele aí estará incluído). Isso significa que os materiais tanto podem abordar diretamente Luís quanto, através de outros tópicos temáticos, evocar sua  sabedoria e generosidade.

Os textos poderão ser de qualque r natureza: poesia, prosa, ciência, memória, o que cada um quiser fazer. Quem for de dese nho, quadrinhos ou fotografia, pode mandar também materiais nesses suportes.Visando a garantir espaço para todos (porque Luís é um homem de muitos amigos), sugiro que os textos não ultrapassem a marca de 3 pp digitadas (ou de imagens). Preciso que venham digitados para meu e.mail pessoal: marcossilva.usp@uol.com.br .

Já recebi escritos dos pluralistas João da Mata, Nelson Patriota e François Silvestre.

Peço o favor de enviarem os materiais o quanto antes.

Espero contar com muitos. Luís merece isso e mais. Faremos uma grande festa (batucada, uísque com cerveja e outras milongas mais) no lançamento do  livro.
A amizade é para sempre.

Marcos Silva – marcossilva.usp@uol.com.br
11-2262-4858 e 6998-0811

OBS.: o teor desta mensagem, inclusive meu e.mail e meus fones, pode ser repassado para outros possíveis interessados.

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

Comments

There are 3 comments for this article
  1. Jarbas Martins 1 de Fevereiro de 2012 11:36

    Não sei por que um texto que enviei pro Substantivo Plural, alegando os motivos porque não iria mais escrever sobre Luís Damasceno, não foi publicado.Perdoe-me a franqueza, Marcos Silva. Além de inócua, essa sua iniciativa é de um sentimentalismo de doer. Luís Damasceno, todos sabemos, está com sérios problemas de saúde. Ele tem a mesma idade minha e de muitos companheiros dessa geração, que nasceu em 1943,. Alguns estão também com problemas de saúde, e alguns até já se foram.Tem gente demais escrevendo, chorando e depondo sobre Damasceno, como se esse fosse um cadáver vivo. Argh ! Conheço bem de perto essa amiga, inteligente e sarcástica figura, que o destino nos fez tão próximos e tão parecidos.Estava bem próximo dele quando ele foi sequestrado pelos policiais da ditadura, e bem sei dos maus tratos que sua esposa e companheira, Ivonilde, sofreu naqueles anos.Fui até testemunha em um processo que ela moveu contra o Estado.E aproveito para confessar, aqui, que fui até “cúmplice” de Luís em histórias que circulam por aí. Histórias e anedotas, apelidos e frases venenosas sobre figuras da cidade, do seu relacionamento e do meu ( algumas,até amigas nossas), foram criadas por nós – por Jarbas Motim (como ele me tratava) e pela Víbora Albanesa ou Albina (como eu o chamava).Tinha intenção (sequer cheguei a consultá-lo) de escrever alguns relatos sobre esses momentos de lazer, ácido humor, ironia e criatividade, que juntos partilhamos.Talvez não fosse oportuno. O título seria O Livreiro de Natal.E se em meu depoimento eu não me referisse a esses fatos, muito se perderia da alma, da verve, de uma época em que eu e Luís Damasceno bem ou mal testemunhamos.Não há outros motivos, além destes, Marcos Silva, em não colaborar com sua obra.

  2. Jarbas Martins 1 de Fevereiro de 2012 17:30

    Olha, amigo Luís Damasceno, nada melhor que citar Paladas de Alexandria ( a tradução é de José Paulo Paes) para engrandecer a nossa natural vocação para o epigrama e as sátiras de espírito filosofante.Segue esta jóia do grande Paladas:”Melhor louvar, a repreensão traz sempre a inimizade./ Falar mal todavia é puro mel ático”. Abração, minha doce Víbora Albanesa !

  3. Marcos Silva
    Marcos Silva 1 de Fevereiro de 2012 18:52

    Trata-se de um convite, não uma convocação. Não escrever é atitude inócua. Só deve escrever sobre Luís (e sobre qualquer pessoa ou assunto) quem quiser fazê-lo. Não trato Luís como cadáver, minha visão do livro é de festa. Em minhja última visita a Luís, quando lancei um pequeno livro em Natal sobre outro personagem, cantei para ele como quem canta para outro ser vivo. Não gosto somente de quem já é cadáver – condição de que todos desfrutaremos, é claro.
    Jarbas não escreverá sobre Luís NO LIVRO. Porque acabou de escrever sobre ele AQUI.
    É um direito líquido e certo dele e de qualquer um: escrever sobre o que e onde quiser.

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