Você pode ajudar Civone Medeiros a terminar sua arte na exposição no Sesc Cidade Alta

A Exposição em Processo, protagonizada por Civone Medeiros e contemplada pelo Edital Galeria SESC 2016 já recebeu mais de 500 visitas e permanece aberta à visitação e ao compartilhamento de vivências, com participação presencial da artista, somente até esta quarta (20), das 9h às 19h, no Sesc Cidade Alta.

A Exposição em Processo acontece a partir de Poéticas Estampadas em Serigrafia sobre Tecido e Materiais Diversos em uma Assemblagem com Fotografias e Pôsteres sobre Cartões e Papéis e se dá a partir duma montagem colaborativa com visitantes da Exposição pelo período que esteja acontecendo.

Inicialmente, algumas partes das paredes da Galeria estarão com as Obras impressas e ao centro do espaço uma mesa à guisa de atelier com materiais entre tintas, tecidos, papéis e telas de serigrafia para que no período duracional da Exposição se componha mais ‘patches/retalhos’ que se adicionarão entre os espaços das peças já expostas.

A exposição é uma grande colcha de retalhos visuais e textuais numa instalação de dimensões variáveis que sempre se adapta ao espaço expositivo em que se monte e apresente e inclui também poéticas visuais alheias de artistas das ‘Afinidades Eletivas’ da Artista em que tudo se evoca o AMOR-MUNDI, os Afetos… O amor à si próprio, à Humanidade e todas as formas de vida, com respeito, liberdade, dignidade, solidariedade e coragem.

Confiram o que Tatyana Mabel viu da exposição:

“Uma exposição com o ateliê da artista à mostra. Miramos Civone, enquanto vemos “As duas Fridas”. O duplo. Plural. Vertigem. A noção de continuidade toma emprestada uma das imagens mais icônicas para a história da arte: Fiat lux. E a artista se desdobra como um outro, num cordão umbilical semi rompido pelas próprias mãos. Que se colocam em movimento de auto-oferenda e auto-acolhimento, enquanto nos doa um coração de pano e botão. Alinhavo de quem está sempre semipronta. Uma pista de que o amor que tanto pinta e poetiza só sobrevive porque é costurado com linha, agulha e cores. Muitas. Essas são algumas ideias que a imagem de divulgação da exposição – #LabComVivênciasPoéticasDeAfetos – nos sinaliza. As peças são originárias do que há de mais íntimo – a oferenda, o amor,… – e público – molduras encontradas no lixo, retalhos de tecidos descartados por lojas. O cenário da exposição é, por tudo isso, tátil e dinâmico. Tudo nos remete a algo que já conhecemos, mas sobre o que nunca pousamos um olhar mais sensível. É Civone que se coloca como essa mediadora para as cores, os afetos, e as sobras do mundo. Ela nos contou um pouco da sua história, da recusa inicial em pleitear editais, do valor político das suas obras, da influência da sua mãe, costureira e professora. Dessa herança materna, Civone ficou com os tecidos, as cores, os espelhos para onde olham suas obras e as provas eternas para plissar e dar acabamento. Nunca termina. Recebeu os quase quinhentos visitantes, enquanto martela um novo quatro na parede e poetiza uma camisa de multiamor policromado. Ao assistir recentemente o documentário “A paixão de JL” de Nader algo me remetia a um conhecido sob uma névoa da memória. Era Civone. Disse isso a ela, que me revelou emocionada que Leonilson era uma das suas grandes influências. Leonilson significou a vida com feltros, desenhos e tintas. Mas suas peças revelavam sinteticamente uma carga imensa que fazia a vida pesar nos anos 80: o “afeto” bordado num travesseiro branco trazia a tristeza do desamparo. Solidão e pedido de abrigo. As camisas brancas declinadas nas cadeiras do altar e laterais da capela do Morumbi em sua última exposição. A passagem. Já Civone empresta o próprio corpo e irradia matizes de cores. É um mundo utópico vivido por alguns povos primevos e depois pregado pelos hippies desde os anos 60 que, finalmente, conseguiu sobreviver ao enterro da gratitude. “Amo como quem não teme” é a chave para uma terra nova, sêmen e útero. (A exposição é apoiada através de edital público do Sesc em que Civone foi contemplada. Visitações: de segunda a sexta. Aberta até 20/abril, sempre encerra às 19h. Entrada franca. As obras estão disponíveis à venda. Você também pode encomendar. Tudo ultra acessível como os afetos. Local: Sesc Centro, na rua entre o Banco do Brasil e a Escola. W. Churchill)”

Acredito que música, literatura e esporte são ansiolíticos dos mais eficazes; que está na ralé, nos esquisitos e incompletos a faceta mais interessante da humanidade. [ Ver todos os artigos ]

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