Volta de Borderline e peças sobre terror e burguesia preconceituosa estreiam no TCP

Neste sábado (16) até o dia 24 de julho, o Teatro de Cultura Popular e a Pinacoteca Potiguar recebem a S.E.M. Cia de Teatro (Sentimento, Estéticas e Movimento), que vai iniciar sua Mostra de Repertório de Espetáculos.

A programação começará com a volta do premiado espetáculo Borderline às terras potiguares, após José Neto Barbosa receber o título de Melhor Ator do Teatro Nacional 2015 pela Academia de Artes no Brasil, através do monólogo – com texto e direção de Junior Dalberto.

A Mostra contará com três espetáculos: Borderline, também a peça de terror itinerante Quando A Vela Apaga, e a pré-estreia do novo solo do José Neto, intitulado A Mulher Monstro.

Na sexta-feira e aos sábados e domingos as atrações ocorrem no Teatro de Cultura Popular. E na quinta-feira, na Pinacoteca Potiguar. Os ingressos estão em preços populares e podem ser adquiridos antecipadamente com combo e preços promocionais através do site www.eventick.com.br/mostrajulho.

A S.E.M. Cia de Teatro estreou em 2013 Borderline na parceria do ator José Neto Barbosa com o escritor Junior Dalberto. Passou por diversos estados do Brasil, mais de 12 teatros em quase 50 apresentações. Recebeu prêmios Brasil afora, sucesso de público e crítica não só no Festival de Curitiba (FRINGE 2014 e 2015), mas foi convidado também a abrir o 43º FENATA/UEPG/Paraná. Circulou dois anos em todos os teatros em funcionamento do RN. Passou também pelas capitais e festivais do interior da Paraíba e Pernambuco.

Hoje a Cia tem sede no Recife, em trânsito direto com Natal – onde mantém o Núcleo de Ações Formativas que resultou na peça que têm causado medo na capital potiguar: Quando A Vela Apaga.

Ainda na Mostra de Repertório, a Cia apresentará o seu novo e extremamente polêmico espetáculo de título A Mulher Monstro.

Sobre Borderline:
O solo fala das questões do íntimo, em paralelo as relações familiares, com redes sociais e consequências na geração dos anos 90. É inspirado artisticamente no não tão popular “transtorno de personalidade limítrofe”, conhecido como borderline. Rutras conta fatos de sua vida, expressa seus sentimentos e memórias numa verdadeira hemorragia emocional, preso ao que chama de “concha” – um hospital psiquiátrico ou sua própria mente em devaneio. Em um discurso por momentos niilista, expressa um olhar radical e metafórico sobre sua criação e suas referências. Passa por desencontros e acontecimentos marcantes. Rutras é fruto de uma geração carimbada por imposições individualistas, consumistas, exibicionistas e de camisinhas rasgadas. O que é lucidez ou loucura em tempos de imposições éticas e morais nessa cosmopolitividade que se vive? Tudo é contado em momentos de surtos, sem omissão de detalhes, em um monólogo emocionante, diante de tabus ininterruptos, minimalista e altamente visceral.

Sobre Quando A Vela Apaga:
O espetáculo itinerante “Quando a Vela Apaga” trata do medo e outros horrores dentro de uma”mansão clássica”, a Pinacoteca Potiguar. Fruto das ações formativas ministradas pelos integrantes da Cia (José Neto, Mylena Sousa e Paulo Sergio Gurgel), a obra resgata contos e figuras de suspense/terror do imaginário popular. A plateia é convidada a embarcar numa verdadeira aventura nas dependências do antigo Palácio da Cultura, como um filme de terror ao vivo. Um percurso com cenas e intensas surpresas, onde uma equipe de quase 20 atores e profissionais se desdobram para fazer diversas ficções ganharem vida.

Sobre A Mulher Monstro:
A obra é baseada no conto Creme de Alface do emblemático Caio Fernando Abreu. A dramaturgia aborda uma mulher, porém com características infelizmente não singulares a milhares de brasileiros. Racista, machista, sexista, gordofóbica, homofóbica, reacionária e fundamentalista religiosa são alguns dos adjetivos que descrevem a burguesa intolerante e preconceituosa. Apesar de seu pensamento político equivocado, A Mulher Monstro ainda sim é uma humana: com suas inquietudes, dificuldades e peculiaridades como qualquer pessoa. A peça levanta os questionamentos acerca dos elementos que incitam as nossas posições julgadoras do que está ao nosso redor, com foco em espelhar as monstruosidades ditas no cotidiano contraditório do atual momento político do país – onde o ódio se mostra sem vergonha, principalmente nas pseudo-opiniões das redes sociais e nas lamentáveis posturas de figuras públicas. O texto foi criado pelo próprio ator José Neto Barbosa diante das barbáries sempre lidas e ouvidas de forma tão escancarada no dia a dia e, agora, acentuada dos últimos tempos.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

Espetáculo “Borderline”
Dias: 16 e 17 de julho (sábado e domingo)
Horários: 20h
Local: Teatro de Cultura Popular (R. Jundiaí, 641, Tirol, ao lado da Fundação José Augusto)
Ingressos: R$ 15 meia

Espetáculo “Quando A Vela Apaga”
Dia: 21 de julho (quinta-feira)
Horários: 19h (primeira sessão) e 20h10 (segunda sessão)
Local: Pinacoteca Potiguar (Prç Sete de Setembro, s/n, entrada pelo portão lateral, em frente à Prefeitura do Natal)
Ingressos: R$ 15 meia

Pré-estreia do espetáculo “A Mulher Monstro”
Dias: 22, 23 e 24 de julho (sexta-feira, sábado e domingo)
Horários: 20h
Local: Teatro de Cultura Popular (R. Jundiaí, 641, Tirol, ao lado da Fundação José Augusto)
Ingressos: R$ 10 meia

Os ingressos, com promoção de meia entrada para todos, ocorrem antecipadamente através do site www.eventick.com.br/mostrajulho ou ainda no Teatro de Cultura Popular. E quem quiser conferir toda a programação pode adquirir o combo com os 03 espetáculos por apenas R$ 32,00. A classificação indicativa para toda a programação é de 16 anos. Informações e contato para imprensa: 84 99466-9714 (whatsapp).

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