Welles & Antonioni

orson

Fernando:

Lembro de um debate no cine-clube Tirol sobre “O processo”, de Orson, baseado livremente em Kafka. Moacy Cirne lembrou que um único episódio desse filme (a visita de Joseph K. ao atelier do pintor) incluía mais planos que todo o filme “A aventura”, de Michelangelo. Estilos diferentes, momentos diferentes, grandezas diferentes. Gosto muito dos dois. E é claro que os filmes de Antonioni incluíam amontoar caixas e andar, andar, andar (em silêncio, de preferência): o mundo era isso – contado de forma diferente nos escritórios sem fim de “O processo”.

Acabei de lançar um livrinho (coletânea) no qual Moacy comenta esse filme de Welles: “Metamorfoses das linguagens – Histórias, cinemas, literaturas”.

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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