Wifrido Lam – Gravuras

Quando estive na Estação Pinacoteca para ver Andy Warhol , tive como bonificação a visita a esta mostra, que apresenta verdadeiras obras de arte, feitas com o intelecto e a emoção, de um artista que conheci na exposição Arte de Cuba, no CCBB em 2006, onde com outros artistas nos apresentava a arte cubana do século XX.
Confesso que já naquela ocasião fiquei muito bem impressionado com Wifredo Lam, pois as obras expostas lembravam muito Picasso na fase de Guernica, fui informado então que eles foram amigos em Paris e que Picasso o considerava como seu primo cubano.
As gravuras expostas nesta primeira mostra individual do artista no Brasil, apresentam um surrealismo muito permeado ainda da influência cubista, sendo para mim impossível dissociar as duas escolas.
A primeira imagem foi fornecida pela assessoria de imprensa da Pinacoteca e está em alta definição, as demais foram colhidas na internet, sendo que nem todas as obras estão nesta mostra e são apresentadas para melhor conhecermos o artista.
Abaixo das imagens, o “press-release” da Pinacoteca.









Governo do Estado de São Paulo apresenta na Estação Pinacoteca

Lam: a obra gráfica

A Pinacoteca do Estado de São Paulo em colaboração com a Association des Amis de Wifredo Lam, de Paris, apresenta, na Estação Pinacoteca, exposição de Wilfredo Lam (Sagua La Grande, Cuba, 1902 – Paris, França, 1982), um dos expoentes da pintura moderna da America Latina e do movimento surrealista. Lam: a obra gráfica exibe cerca de 120 gravuras e quatro desenhos que percorrem mais de quarenta anos da obra do pintor e gravador cubano. Com curadoria de Paulo Venâncio Filho, critico de arte e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Lam: a obra gráfica

A Pinacoteca do Estado de São Paulo apresenta, na Estação Pinacoteca, exposição com cerca de 120 gravuras e quatro desenhos de Wifredo Lam (Sagua La Grande, Cuba, 1902 – Paris, França, 1982). Lam:a obra gráfica percorrerá mais de quarenta anos da obra do pintor e gravador cubano, desde os desenhos que serviram de ilustração para o livro de poemas “Fata Morgana”, do poeta surrealista André Breton, publicado em 1941, até as últimas gravuras realizadas em 1982. Também será exibido um grupo de gravuras inspiradas na mais famosa pintura de Wifredo Lam, “A Selva”, realizada entre 1942 e 1944, e que pertence ao acervo do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque (MoMA).
A exposição tem o objetivo de aprofundar o caráter surrealista manifesto na obra do artista, tanto no registro da linguagem plástica como no pioneirismo que tanto atraiu a atenção de estudiosos, escritores e artistas do mundo todo. Ao longo de sua extensa obra, o artista produziu uma síntese única e inovadora dos elementos culturais formadores da miscigenação na América tropical e aos quais deu uma expressão absolutamente original.
Paulo Venancio Filho, curador da mostra, ressalta que essa exposição irá corrigir uma lacuna da vida cultural e artística brasileira, que jamais exibiu uma mostra individual do artista no país: “Lam teve participação em duas Bienais de São Paulo e também na exposição ‘Arte de Cuba’, no Centro Cultural Banco do Brasil, em 2006. Entretanto, uma exposição individual, como mereceria, nunca foi realizada.Felizmente, isso acontece agora”.
Todos os trabalhos exibidos foram selecionados do acervo da Association des Amis de Wifredo Lam, com a colaboração do filho do artista, Eskil Lam, que virá ao Brasil na época da abertura da mostra. A exposição também terá a edição de um catálogo bilíngüe, com textos de Paulo Venancio Filho, Jacques Leenhardt, diretor Association des Amis de Wifredo Lam e da École des Hautes Études en Sciences Sociales, e Xênia Bergman, além de imagens de todas as obras.

O artista

Wilfredo Lam (Sagua La Grande, Cuba, 1902 – Paris, França, 1982) é o artista cubano que maior reconhecimento internacional obteve em vida. Filho de um chinês e de uma mulata cubana, a sua infância foi marcada por sua madrinha, Mantonica Wilson, destacada sacerdotisa afro-cubana.
Em 1923, formou-se no curso da Academia de Bellas Artes San Alejandro, em Havana. Durante os primeiros anos da década de 20, exibiu seus trabalhos no Salão da Associação de Pintores e Escultores, de Havana. No mesmo ano, foi para a Espanha, em busca de horizontes artísticos mais alargados.
Estudou no atelier de Alvarez de Sottomayor – pintor acadêmico (mestre de Dali) e Diretor do Museu do Prado, em Madri -, onde tomou contacto com as obras de El Bosco, Brueghel e Goya.
Em 1938, viajou para Paris, onde conheceu Picasso; no ano seguinte, expôs na galeria de Pierre Loeb.
Com o início da 2ª Guerra Mundial, e a invasão alemã de Paris, Lam foi obrigado a deixar Paris, em função das suas convicções anti-fascistas e da sua origem cubana, refugiando-se em Marselha, onde conviveu com a vanguarda francesa, em especial com André Breton. De Marselha, Lam seguiu para Martinica,juntamente com outros artistas. Chegou a Cuba em 1941. O seu regresso foi marcado pela constatação das difíceis condições em que os seus conterrâneos se encontravam. Nesse ambiente Lam pintou uma
das suas mais importantes obras, A Selva (1943), exposta no Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova Iorque.
Os anos 1940 foram de constantes viagens entre Cuba, Paris e Nova Iorque, onde fez várias exposições na galeria Pierre Matisse. Em 1952, Lam foi viver em Nova Iorque. Em 1964, instalou-se em Albisola Mare, próximo de Genova, na Itália, e lá conheceu Asger Jorn, um dos fundadores do grupo COBRA, que o iniciou na arte da cerâmica. Neste mesmo ano, recebeu o prêmio Guggenheim International Award.
Wifredo Lam morreu em 11 de Setembro de 1982, em Paris.

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