WikiLeaks e Jornalismo

Em artigo publicado no New York Times, o jornalista David Carr, pergunta: “O WikiLeaks mudou o jornalismo para sempre? Talvez. Ou pode ser que o oposto tenha acontecido” (aqui).

A importância do WikiLeaks para o jornalismo estava clara para mim desde o início. Por isso, postei tantos textos sobre o assunto aqui. Li com atenção tudo que saiu sobre o site e o Julian Assange.

Muito texto interessante. E muita besteira também, como a de alguns que tentaram enxergar no trabalho do site um viés anti-americano. Ora, os telegramas foram vazados por norte-americanos e diziam respeito à política do país. Se o vazamento fosse feito por um brasileiro ou um russo, certamente que teríamos questões preponderantes referentes a esses dois países.

Minha convicção é que o WikiLeaks é um divisor de águas dentro da internet no que tange à imprensa. Isso ficará mais claro lá na frente, quando já for história. Haverá quem se refira a uma época antes e depois do site.

Pela primeira vez na história a internet pautou seguidamente a mídia tradicional. Em seu artigo, Carr diz que o sucesso do WikiLeaks deveu-se a aliança que estabeleceu com a imprensa na divulgação mais recente dos documentos.

Tenho dúvidas sobre isso. Tendo a achar que a repercussão seria grande de qualquer maneira. Com ou sem a grande imprensa. Mas não considero errada a estratégia citada por Carr, de associação com a mídia tradicional (jornais impressos, principalmente, e Tvs).

Esse modelo de cooperação ainda vai durar alguns anos. Quanto tempo vai durar é uma incógnita Há chutes sobre isso para todos os gostos. Por isso, não é sensato estabelecer um prazo exato.

Esse é um assunto que me interessa de perto e tenho lido muito sobre ele.

Os dois setores que serão mais afetados num futuro próximo pelo avanço tecnológico são os de livros e veículos impressos. Editoras, livrarias, jornais e revistas, passarão mudanças drásticas.

Com relação ao mercado do livro, os exemplos do que ocorreu com a música e o cinema servem de parâmetros. No caso dos veículos impressos o grau de incerteza é maior porque faltam referências comparativas que nos ajudem a compreender o que poderá acontecer. Mas as perspectivas não são muito melhores do que para o mercado editorial.

O WikiLeaks talvez seja mais um o mensageiro – tardio – do que virá por aí. (TC)

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