Wilson Simonal

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Duas ou três coisas sobre o filme “Simonal – Ninguém sabe o duro que dei”, de Claudio Manoel, Micael Langer e Cavito Leal, em cartaz no Moviecom. Para o documentário, Wilson Simonal foi injustiçado quanto à acusação de dedo duro. Pelo menos, não são mostradas provas cabais da culpa do cantor. Somos conduzidos a acreditar nisso. Eu fiquei convencido. Contra ele, pesou, sobretudo, o fato de ser negro. Se não bastasse, endinheirado e pedante.

A conjuntura histórica, onde não havia escapatória fora de esquerda x direita, também foi determinante para que as coisas tomassem o rumo que tomaram.

Falastrão e gabola acabou falando o que não devia e se deu mal. Agora, ter pedido ajuda aos policiais do Dops e assistir à tortura contra o ex-contador na delegacia são atitudes gravíssimas que mereciam punição exemplar. No fundo, ele pagou pelo que fez (de forma justa) – tortura ao ex-contador – e pelo que não fez, dedurar colegas de profissão, o que o levou ao ostracismo e decadência geral.

O filme resgata o grande artista que Simonal foi. Acho que é esse o seu principal mérito. Simonal tinha uma voz muito bonita e uma presença de palco fantástica, que impressiona mesmo. O dueto com Sarah Vaughan é um dos melhores momentos do filme e mostra o artista em seu apogeu.

O filme tem duas referência a Natal, uma reportagem publicada, se não me engano, na Tribuna do Norte, sobre o cantor, já em franca decadência, e um comercial do Supermercado São Cristóvão, aqui pertinho de casa, onde ele contracena com Waldick Soriano. Pra quem não sabe, Joãozinho Santana, dono do supermercado, foi grande amigo de Simonal e fez campanha durante muitos anos para recuperar a imagem do artista.

No link abaixo assista Simonal e Sara, em programa levado ao ar na extinta Tv Tupi.

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