Wilson & Wilson

Amigos e amigas:

Como todo mundo, li “O Modernismo”, manual de Martins publicado pela Cultrix. É um guia tradicional útil. Não registra Cãmara Cascudo, tende a ficar no eixo Rio/São Paulo, com algumas incursões nordestinas – Gilberto Freyre, em especial.

Depois, conheci a “História da Inteligência”, enciclopédica, considerada burra por Darcy Ribeiro porque de direita. O anti-comunismo de Wilson parece ter sido esquecido nos obituários, dentro da tradição cristã: descanse em paz. Ser anti-comunista é corajoso nos países que implantaram autoritarismo sob o nome de comunismo e enquanto essa situação durou – depois da reimplantação generalizada do Capitalismo, virou ideologia oficial. Ser anti-comunista num país anti-comunista (ditatorial entre 1964 e 1985, como se sabe) é se afastar do papel de uma intelligentsia, no sentido de Mannheim. E a ideologia do paranismo, muito alimentada por Wilson, celebrava o Brasil branco do sul.

Mas Wilson merece descansar em paz, claro, dentro da tradição cristã.

Abraços:

Nasci em Natal (1950). Vivo em São Paulo desde 1970. Estudei História e Artes Visuais. Escrevo sobre História (Imprensa, Artes Visuais, Cinema Literatura, Ensino). Traduzo poemas e letras de canções (do inglês e do francês). Publiquei lvros pelas editoras Brasiliense, Marco Zero, Papirus, Paz e Terra, Perspectiva, EDUFRN e EDUFRJ. Canto música popular. Nado e malho [ Ver todos os artigos ]

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