Yanick Lahens, do Haiti, ganha o Femina

(Foto: Eric Feferberg/AFP)

Livro ‘Banho de lua’ mostra destruição e oportunismo político do país. Disputa tem júri exclusivamente feminino para ‘rivalizar’ com o Goncourt.

A haitiana Yanick Lahens recebeu nesta segunda-feira (3) o prêmio Femina pelo livro “Bain de lune” (“Banho de lua”), romance de violenta beleza sobre seu país, marcado pela destruição, oportunismo político, famílias devastadas, mas também por palavras mágicas.

“Estou muito feliz. O reconhecimento faz bem e eu fico muito grata que o júri tenha entendido que, mesmo que a história se passe no Haiti, ela é universal”, declarou a escritora à AFP.

Grande figura da literatura haitiana e engajada no desenvolvimento social e cultural de seu país, Yanick Lahens nasceu em Porto Príncipe em 1953.

Para o prêmio Femina estrangeiro, o júri escolheu a israelense Zeruya Shalev pelo livro “Ce qui reste de nos vies” (“O que resta de nossas vidas”).

O prêmio Femina, composto por um júri exclusivamente feminino, foi criado em 1905 pela revista “La Vie Heureuse” com o objetivo de valorizar as mulheres e de fazer frente a outra importante honraria literária francesa, o Goncourt, que conta apenas com jurados homens.

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